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Relações intersetoriais: buscando soluções comuns para problemas compartilhados

Relações intersetoriais: buscando soluções comuns para problemas compartilhados

O trabalho em rede, estratégia de fortalecimento e atuação territorial, tem sido uma das alternativas de maior sucesso para formatação de projetos de alto impacto. Pautado no compartilhamento de atribuições e responsabilidades, traz em seu núcleo a fórmula para que se conquistem objetivos comuns de maneira a assegurar o comprometimento de todos os atores envolvidos nas problemáticas dos territórios.

Apoiadas em pautas que impactam diretamente demandas públicas, a formação de redes intersetoriais surge como aliada à produção de conhecimento e fortalecimento de organizações, estimulando a união e a cooperação entre membros de grupos diversos, orientados pela resolução de demandas de alta complexidade e que pressupõem negociações, complementaridade e planos de ação concretos.

O espaço de discussão e trabalho possibilitado pelas redes caracteriza-se por ser propício para trocas, onde a comunicação acontece de forma horizontal entre os membros, estimulando o debate e unindo forças na articulação de ações que trarão resultados que vão ao encontro dos interesses da sociedade civil e suas necessidades. Da mesma forma, contribui para que todos os atores estejam alinhados com relação à sua real contribuição: comunidade, setor público, setor privado e terceiro setor possuem interesses e capacidades variadas que, juntas, se configuram em uma ferramenta assertiva e duradoura para os territórios, ampliando a escalabilidade das iniciativas e as chances de sucesso.

No Programa Jovem Sustentável – Aprendiz, parceria entre a Fundação Alphaville e o Ministério Público do Trabalho de Goiás, temos um exemplo de como a atuação em rede potencializa ações. O programa, que acontece no município de Senador Canedo (GO), tem como premissa reinserir social e profissionalmente jovens em cumprimento de medidas socioeducativas e prospera devido ao sucesso da articulação entre os poderes público, privado e terceiro setor em prol da ressocialização de jovens que estão em conflito com a lei. A rede de trabalho formada pela Prefeitura Municipal, o Poder Judiciário, a Fundação Alphaville, Ministério Público do Estado de Goiás e o empresariado local possibilita, além da formação de 172 horas de atividades de contra turno escolar, com módulos de Programação Neurolinguística (PNL), Sustentabilidade Integral (com atividades de permacultura, economia, empreendedorismo e qualidade de vida) e conceitos da informática, a inserção desses jovens no mercado de trabalho.

Especializadas em mobilizações para o desenvolvimento comunitário sustentável, as organizações membro da Rede América têm como principal desafio contribuir para que o investimento social privado reverbere em ações concretas de fortalecimento social e estímulo ao protagonismo, com projetos que se expandem por 14 países da América Latina e Caribe e contam com a contribuição direta de mais de 80 organizações por todo o continente. No Brasil, representada por 10 institutos e fundações empresariais, a rede articula discussões acerca do trabalho e da construção coletiva, e representa uma das principais fontes de aprendizado e tecnologias sobre o tema.

Para ampliar a discussão e contribuir com o desenvolvimento do tema, será realizado em Março de 2019, em Salvador (BA), o XI Fórum Internacional RedEAmérica. Com a pauta “A contribuição da Diversidade para a promoção de comunidades sustentáveis”, o grupo planeja trazer à tona a contribuição do assunto para o desenvolvimento de comunidades e seu impacto para o futuro do país. 

Para saber mais, acesse http://fir-redeamerica.org/

ANTERIOR Socióloga chilena, com 21 anos de experiência em questões sociais e conflitos, é presença confirmada em Fórum Internacional que terá Salvador como sede
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